versossoltos:
“É como um anjo que veio me dar harmonia nesses dias meio remotos, o sorriso é tão aberto, me transmite tanta paz, é como um vento forte e gostoso no rosto da gente.”
- Caio Fernando Abreu.
versossoltos:
“Talvez seja você. A vida vai dizer. De qualquer forma: Obrigada por me fazer dormir sorrindo.”
- Clarissa Corrêa.
versossoltos:
“Carinho é quando a gente não encontra nenhuma palavra para expressar o que sente, e fala com as mãos, colocando o afago em cada dedo.”
- O Teatro Mágico.
"Mas, de vez em quando, dá uma vontade de dizer nada com nada como se você fosse realmente entender. Quero dizer, as entrelinhas. Uma dessas coisas que a gente deixa mesmo subentendido que é pra não correr muitos riscos, ou meio que evitar que se diga tudo rapidamente. Ou os dois e mais uma meia dúzia de outras coisas. Ou não.
Eu falo muito e vou falando assim sem vírgulas e vai soando desesperador meus pensamentos turbulentos e sem pé nem cabeça e essas coisas todas. Entende? Se eu não me calar agora mesmo, por exemplo, vou acabar dizendo o que não queria ter dito. Viu? Eu sei, eu sei. Eu sou uma maluca do cacete que não diz coisa com coisa, a bonitinha que se emociona lendo livros e assistindo à filmes. Que quando se depara com um quadro, analisa - de imediato - todo um conjunto de coisas: o que o artista havia pensado no exato momento em que percorria com o pincel pela tela, o ambiente em que se encontrava, suas emoções, o seu íntimo. Todos os aspectos possíveis. Uma apaixonada pela vida, admiradora nata de quem não tem rumo, de quem, assim como eu, não gosta de rotina e se deprime com domingos. Mas nem por isso deixa de se reunir com a família à noite, pra jogar conversa fora e falar de coisas sem sentido. Alguém fácil de cativar, que adora surpresas e dar palpite de decoração, sem agir de má fé. Mesmo já tendo usado isso como desculpa pra ir pro seu apartamento. Alguém que se surpreende constantemente consigo mesma e suas novas/mutantes ideologias.
Sempre gostei de gente que acompanha meu ritmo. Assuntos infindáveis, gargalhada alta e gostosa de ouvir, gente entregue. Mas, aos poucos, vou me dando conta: falo muito que é pra o silêncio não vagar pelos cantos. É que, mesmo dizendo uma porção de palavras atropeladas, o silêncio chega, invade e entrega de uma só vez, na maldade, na cara, o que dia a dia eu luto pra guardar só pra mim e mais ninguém, até então.
O silêncio tripudia. E a gente subestima sua inteligência. Ele é o cara. Sem porra nenhuma e, ao mesmo tempo, com tudo. E lá vamos nós, achando ter o jogo ganho…
Não tem jeito. O silêncio é a cartada final.
Checkmat."
"Bem na curva onde o pescoço se transforma em ombro, um lugar onde o cheiro de nenhuma pessoa é igual ao cheiro de outra pessoa."